Vereadores da oposição lamentam ausência da prefeitura no debate sobre o subsídio ao transporte

  • Post category:POLÍTICA
No momento você está vendo Vereadores da oposição lamentam ausência da prefeitura no debate sobre o subsídio ao transporte

Nenhum representante da gestão municipal compareceu à audiência pública da Comissão de Transporte da Câmara de Salvador, na tarde desta segunda-feira (15), por solicitação da vereadora Aladilce Souza (PCdoB). Além dela e do presidente do colegiado, Hélio Ferreira (PCdoB), os vereadores Randerson Leal (Podemos), líder da oposição, e Hamilton Assis (PSOL) também lamentaram o descaso da prefeitura com a discussão de tema tão sensível como o pedido de mais um subsídio ao transporte público, desta vez no valor de R$80 milhões, em regime de urgência.

Participaram da mesa do evento o presidente da concessionária Integra, César Nunes, e o superintendente Orlando Santos, além do presidente do Sindicato dos Rodoviários, Fábio Primo. Segundo Aladilce, a ausência de representação da gestão foi um sinal de “desprezo com a Câmara”. E argumentou que a prefeitura precisa atualizar o sistema de transporte às mudanças ocorridas nós últimos anos, bem como à Lei do Marco do Transporte Público, sancionada pelo presidente Lula.

Compensação de dívida

“Eu acho que essa conversa com a Câmara precisava ser mais frequente”, frisou Aladilce dirigindo-se aos empresários do sistema, argumentando que os dados da planilha do transporte público precisam ser debatidos com transparência. Segundo ela, é questionável, além do valor não detalhado, a modalidade do subsídio “por compensação de dívida, o que dificulta até o rastreamento da aplicação do recurso público”.

A vereadora Aladilce defendeu também o debate em torno da Tarifa Zero, com envolvimento das três esferas de poder, e cobrou da prefeitura informações sobre onde foram empregados os R$67 milhões de subsídios autorizados no final de 2025. “Nós precisamos ter acesso aos dados para votar com responsabilidade”, defendeu ela, que apresentou voto em separado contrário à aprovação do projeto do Executivo, junto com a vereadora Marta Rodrigues (PT), na reunião conjunta das comissões, justamente por não concordar com o método empregado pela gestão, de tramitação em regime de urgência e com ameaça de novo aumento da tarifa de R$5,90 para R$6,40 caso o subsídio não seja aprovado.

Segundo os representantes da Integra, entre os dados que evidenciam a mudança do sistema está a queda do número de passageiros pagantes, por mês, de 26 milhões, em 2013, para os atuais 13,6 milhões. A estimativa de necessidade de subsídio para este ano, segundo eles, para chegar a R$1,2 bilhão do custo do sistema, seria de R$200 milhões, representando 6% do total.

Foto: Antonio Queiróz – CMS