Entre a recuperação e o colapso

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Por Joaci Góes

            A educação é o caminho mais curto entre a pobreza e a prosperidade; o atraso e o desenvolvimento; a sociedade violenta e desigual em que vivemos e o estágio civilizatório avançado que aspiramos!

            Ao eminente historiador e amigo Francisco Sena!

            Ainda que as eleições presidenciais deste ano devam ser decididas no segundo turno, entre os candidatos Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, as pesquisas indicam que a depender do resultado que será conhecido já à noite do próximo domingo, saber-se-á, com elevada margem de segurança, o provável desfecho no segundo e final turno. Se, no primeiro turno, Lula obtiver uma vantagem de cinco pontos ou mais, sobre Flávio, ele será reeleito. Se sua vantagem, no primeiro turno, for inferior a cinco pontos percentuais, o filho de Jair Bolsonaro, para o bem ou para o mal, será o novo Presidente do Brasil. A decisão final, portanto, caberá aos eleitores dos demais candidatos, notadamente, aos de Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema, que deverão, somados, obter entre 12 e 15% da totalidade dos votos apurados. De todo modo, este deverá ser um dos mais disputados pleitos das eleições presidenciais da história do Brasil.

            Entre os analistas treinados para não confundirem o que veem com o que desejam, a continuidade de Lula, comprovadamente, uma reedição piorada de seus dois mandatos anteriores, distinguidos pelo populismo irresponsável de braços dados com ominosa corrupção, distanciará, ainda mais, o Brasil das possibilidades de alcançar um patamar de desempenho, minimamente, compatível com suas enormes possibilidades – seja por suas grandes riquezas naturais, seja pelas aspirações de sua numerosa população, inquieta com o  crescente fosso entre a realidade e suas aspirações de progresso e paz social.

            Como o mais violento, desigual e praticante da pior educação do Continente Americano, o Brasil, nos governos do PT, alçou-se ao indigno patamar de um dos mais corruptos países do mundo, lamaçal ético que, também, feriu de morte, a dignidade mínima de nosso Poder Legislativo e sepultou a dignidade histórica de nossa Suprema Corte, dominada por jagunços de Lula, ali encastelados, oscilantes entre a truculência, a antipatia e a mais latrinária advocacia administrativa de que se tem memória na história dos povos.

            Para Lula e os de sua gangue, espalhados na cúpula dos três poderes e enriquecidos na consuetudinária apropriação de recursos públicos, as eleições que se aproximam são uma disputa de vida ou de morte. Reeleitos, continuarão pilhando o Erário, enquanto acentuam o pervertido cantochão do “nós contra eles”, de modo a continuar alimentando a síndrome de Estocolmo que leva nossos irmãos iletrados e pobres a amarem os seus algozes, como mecanismo de sobrevivência emocional.  Para gáudio de Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino, modelos, respectivamente, de probidade, simpatia e delicadeza moral e cívica.

            Meio a toda essa tragédia material e moral, temos a lamentar, como cidadão e oficial da reserva, forjado na Infantaria do glorioso Exército Brasileiro, a progressiva erosão do prestígio moral e histórico de nossas Forças Armadas, fonte insuperável de formação moral, cívica e intelectual da nossa elite.

            Como o mais corrupto político brasileiro de todos os tempos, com o Mensalão, Lula corrompeu meio mundo do Congresso Nacional. No Segundo, pela operação Lava Jato, apropriou-se das grandes empresas estatais, pelo que foi condenado e preso. No terceiro, entregou ao seu irmão, seu filho e apaniguados a roubalheira contra os velhinhos do INSS e assegurou a expansão dos escândalos do Banco Master, ao custo da dignidade mínima da Suprema Corte. Caso seja eleito para um impensável quarto mandato, Lula vai venezuelar nossas Forças Armadas.

            É dever de quem quer que tenha o mínimo de dignidade impedir essa tragédia nacional.