Por Antônio Lins
Astrogildo Pereira foi um homem de ideias,
mas, sobretudo, um homem de ação intelectual.
Não escreveu para enfeitar estantes.
Escreveu para provocar consciências.
Sua obra nasceu no tumulto de seu tempo,
entre esperanças, conflitos e contradições.
Astrogildo acreditava que o pensamento
não podia viver ajoelhado diante dos poderosos.
Foi jornalista, crítico e militante das ideias.
Conheceu os caminhos ásperos da política
e pagou o preço das convicções.
Mas nenhuma época se compreende
sem homens dispostos a enfrentá-la.
Sua obra permanece como testemunho
de uma inteligência inquieta e combativa.
Astrogildo discutiu o Brasil,
suas injustiças e seus destinos.
Não foi um homem de silêncio.
Errou, acertou, mudou e refletiu,
como mudam e refletem os homens vivos.
O pior destino de um pensador
é transformar-se em estátua.
Astrogildo Pereira não é estátua.
É debate, memória e provocação.
Sua obra continua perguntando ao Brasil:
quando o pensamento deixará de ter medo?
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Poeta, escritor, dramaturgo e comentarista

