Bahia quebra a guia do Leão no Barradão

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Por Zédejesusbarreto

O placar (2 x 0) até foi miúdo diante da superioridade e dos gols perdidos pelo Tricolor, quebrando um tabu (nunca tinha vencido jogo pelo Brasileirão na Toca) e a guia do Leão, que se dizia ‘invencivel’ diante de seu torcedor. O Bahia jogou mais, sobretudo na segunda etapa, quando teve chances de golear. O Tricolor marcou bem, não errou atrás, ganhou o duelo no meio-campo e fustigou a defesa rubro-negra. O Bahia está há 8 jogos sem perder, encerrou a fase dos empates, e continua se dando bem nos jogos fora de casa, bom aproveitamento.  

 Com o triunfo, o Tricolor vai a 37pontos, mas permanece na sexta colocação, colado no Cruzeiro. O resultado foi ruim para o Rubro-negro, que estacionou nos 29 pontos, em 13º lugar, na segunda página da tabela de classificação.  

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No Barradão

Tarde limpa domingueira, sol, 27º, céu azul, 508º clássico BaVi da história, 24ª rodada do Brasileirão/Série A, arquibancadas lotadas (mais de 30 mil presentes) em vermelho & preto, torcida única, rivalidades à flor da pele.

– O Leão com seu traje rubro-negro tradicional; o Bahia de camisetas brancas, calções azuis.

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Com bola rolando

– Logo no 1ºminuto, bola cruzada da esquerda, rasante, na risca da pequena área tricolor, Juba cortou de perna direita, de primeira, traído pelo quique da bola no gramado (com montinhos, areia, corte alto), quase fez gol contra. O Tricolor respondeu com dois chutes de longa distância, da esquerda; Lucas Arcanjo catou bem. Começo corrido e bem equilibrado.

– Goleiros trabalhando, as duas equipes chutando de longe. Aos 10’, Lucas Arcanjo, atento; aos 12, Ronaldo no chão, seguro. Aos 13’, Ze Vitor bateu falta frontal da intermediária, forte, à meia altura, assustando. Aos 20’, um chutaço de Wallace, rente ao poste de Ronaldo. Aos 22’, outra bomba do meio da rua, Alejo Veliz, por cima do travessão. Aos 23’, tentativa de Juba, errou o alvo.

– Aos 40’, em boa trama, Juba cruzou da esquerda e Erick, na frente da pequena área, testou pra fora. Aos 45’, outra troca de passes, Pulga limpou e bateu forte, por cima.  

 O Bahia trabalhou mais a bola na primeira etapa, chegou mais ofensivamente, sofreu menos. O Vitória nos lançamentos longos (do goleiro e da defesa) buscando o costado da zaga tricolor, alçando bolas, finalizando menos. Os donos da casa mais à vontade com as condições do gramado. Muita marcação, jogo limpo. Disputa parelha e aberta.

 Segundo ato – Toda extensão do gramado já às sombras, piso encharcado no intervalo, fofo. Substituições no meio campo do Vitória – Martinez e Poichettino em campo. Rogério Ceni não mexeu.

– Logo aos 2min, Arcanjo fez defesaça, salvado quase em cima da linha uma cabeçada pra baixo de Pulga. O Tricolor voltou mais ousado, atuando mais próximo da área adversária. O Leão atrás, na moita, apostando num erro dos tricolores, num contragolpe em velocidade…  aos poucos foi reequilibrando as ações. Aos 18’, Marinho em campo, saiu Érick. Aos 19’, chute de Pochettino, defesa de Ronaldo. Aos 20’, Pochettino testou cruzamento de Ramon, a bola bateu no poste, no rodapé de Ronaldo.

– Gol! 1 x 0 Bahia, aos 22min. Alejo Veliz, testando pra baixo, da gente de pequena área, um bom cruzamento da esquerda de Pulga, abrindo o placar.  Quando o Leão parecia melhor.  

 – Ceni pôs Jean lucas no lugar de Érick, Jair Ventura lançou Kayzer, saiu Mateuzinho – aos 25.  Aos 28’, num contragolpe puxado por Jean Lucas, Pulga perdeu chance incrível. Aos 29’, Jean Lucas entrou tabelando, ficou de cara, tirou do goleiro e a bola bateu na trave, no rodapé. Aos 31’, Alejo dei9xou Kike de cara, ele tirou do goleiro, Cacá salvou em cima da linha. Duas chances claras, a bola não entrou.      

– Ceni lançou Ruan Pablo e Michel Araujo, sangue novo (saíram Nestor e Pulga). Aos 37’, Marinho bateu de canhota, a seu estilo, errou o alvo. O jogo fica mais pegado. O Leão no ‘tudo ou nada’, forçando . Claus acrescentou 8 minutos. Aos 47’, Michel Araujo entrou limpo, de cara, Arcanjo salvou, arrojado nos pés do atacante. Everaldo em campo. Aos 50’, Renê pegou uma sobra e chutou por cima. Um minuto depois, cabeçada de Renê, fora.  No contragolpe…

– Gol! 2 x 0 Bahia, Jean Lucas! Recebendo de Everaldo, limpa, ampliando.

 Depois do gol, cangancha  

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Destaques

– O miolo de zaga tricolor jogou demais, impecável. Bom jogo de Roman e Juba (voltou a correr bem). A raça de Acevedo, Erick no meio de campo. Pulga insinuante, Kike deu sangue e ótima partida do centroavante argentino Veliz.

 No Vitória, Arcanjo evitou uma goleada.

 Louvemos Rogério Ceni, engoliu taticamente Jair Ventura, eficiente postura da equipe.

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Ficha técnica

– O Rubro-negro escalado por Jair Ventura: Lucas Arcanjo, Britez, Cacá, Luan Cândido e Ramon; Wallace (Martinez). Zé Vitor, Mateuzinho e Tarzia (Pochettino); Erick e Renê.

– O Tricolor do técnico Rogério Ceni, comemorando 200 jogos no comando do Tricolor: Ronaldo, Roman Gomez, David Duarte, Ramos Mingo e Juba; Acevedo, Nestor (M Araujo), Erick (Jean Lucas); Kike, Alejo Veliz (Everaldo) e Pulga (Rua Pablo).

– No apito, o paulista Rafael Claus, árbitro FIFA/Copa do Mundo. Muito bom.  

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 – Na sequência, o Vitória joga no meio da semana contra o Vasco da Gama, em São Januário/RJ, no primeiro confronto pelas quartas de final da Copa do Brasil.

 – O Bahia volta a campo no domingo à tarde, Fonte Nova, pela 25ª rodada do Brasileirão; enfrenta o Internacional/RS.

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Outros jogos da rodada 24ª

No sábado: – Fluminense 2 x 1 Remo; Inter 0 x 0 AtléticoMG; Cruzeiro 2 x 1 Flamengo.

No domingo: – RBBragantino 1 x 0 Grêmio; Palmeiras 4 x 1 Vasco da Gama.

               Mais tarde: Chapecoense x São Paulo, Santos x Mirassol; Coritiba x Corínthians

               Na segunda-feira, às 20h, fechando a rodada: Botafogo x AthléticoPR.

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 Horror inaceitável

 Pelo menos uma morte (torcedor do Bahia, da Bamor), pancadarias, carros destruídos e incendiados, batalhas campais (a paus e pedras), tiroteios seguidos, a Paralela e avenidas que dão acesso ao Barradão travadas, as chamadas torcidas uniformizadas (Imbatíveis x Bamor) tocando terror, barbarizando, pela manhã e inicio da tarde em vários pontos da cidade, a polícia pastando. Até quando essa barbárie? Onde está o poder do Estado, nessa hora?  

Essas gangs uniformizadas abrigam toda sorte de marginais, membros de facções criminosas, traficantes, comandos …  todos sabem disso, mas passam pano.

Chega, basta!  Têm de ser tratados como grupos terroristas e fim de papo.

Ou vão acabar (já estão acabando) com o futebol. A cidade sem dono, o Estado sem comando.

Mais que lamentável, insuportável, inaceitável. 

Foto: EC Vitória – Letícia Martins