Bahia vence Botafogo no sufoco e volta a recuperar posições

No momento você está vendo Bahia vence Botafogo no sufoco e volta a recuperar posições

Por Zédejesusbarreto

 Foi no sufoco, o time jogando mal, sem convencer, mesmo com um atleta a mais em campo durante toda a segunda etapa. Os 2 x 1, de virada, saíram com um gol contra do adversário (obrigado becão Ferraresi) e o desempate no final, nos pés d zagueiro David Duarte, já que os atacantes nada fizeram. Os cariocas lutaram muito, deram trabalho e deixaram o campo cuspindo marimbondos pra cima do árbitro. Com o resultado, o Bahia chega a 26 pontos, recupera algumas posições na tabela de classificação, mas a rodada segue. Valeu pelo triunfo, quebrando uma sequência de oito jogos sem vencer. E voltamos a pontuar em casa, mesmo jogando muito abaixo do que o torcedor espera.  Rogério Ceni respira.

*

Na Fonte Nova

– Fim de tarde de sábado, tempo instável (chuva e vento frio no começo da partida), rodada 18, a última antes da pausa de uns 50 dias para os jogos da Copa do Mundo/FIFA (de 11 de junho a 19 de julho) em gramados dos EUA, México e Canadá.

O Tricolor, há 8 jogos sem vencer, despedindo-se da torcida, meia injuriada. Gramado pesado, arquibancadas com público bem abaixo do normal em jogos desse naipe.

– O Bahia em busca de pontos (parou em 23), ocupando a 8ª posição, focando a volta ao grupo de cima, o G-4. O Botafogo, 10º colocado, com 22pontos ganhos.

– Uniformes:  O Bahia de camisetas brancas, com a faixa frontal diagonal em vermelho & azul. O Botafogo com sua tradicional camisa listrada em verticais p&b. Gramado pesado, mastigado, escorregadio.

*

Com bola rolando …

– O Bahia começou apertando, marcando a saída de bola defensiva dos cariocas, ofensivo. O Tricolor dominava, mas quando a fase não é boa…

– Gol! 1 x 0 Botafogo, logo aos 7 minutos. Aproveitando-se de um erro de passe dos tricolores, no campo defensivo (saída em falso de Davi Duarte), Huguinho dominou, ajeitou e, de muito longe, mandou ver, acertando o ângulo, abrindo o placar, na primeira tentativa do time alvinegro carioca. Huguinho, um garoto da divisão de base.

 – Aos 13’, depois de o Tricolor desperdiçar chance de finalizar, na frente, o Bota armou contragolpe e chegou fuzilando, chute forte de Montoro, defesaça de Ronaldo, por baixo, salvando. Aos 17’, Nestor cobrou falta pelo alto, da direita, Gilberto raspou e a bola triscou o travessão de neto. Na sequência, chance incrível de Pulga, livre, chutou pra fora.  

– Aos 23’, Kike torceu o tornozelo, foi substituído por Ademir (só um banho de folha!). O Bahia com a bola, jogava mais no campo adversário, chegava, mas cadê a objetividade, a finalização? Aos 28’, após cruzamento rasteiro de Pulga, W José dividiu com o goleiro e perdeu. Na resposta, Ronaldo e Erick salvaram, evitando o segundo dos cariocas.

  O VAR salvou. Para quase piorar tudo, aos 38min, o árbitro expulsou Ademir, que puxou o atacante carioca pela camisa, na frente da área tricolor. Chiadeira geral, o VAR chamou para o soprador de apito rever o lance. Não seria um lance de cartão vermelho, mas de amarelo, e o árbitro voltou atrás. Ufa, ainda bem.

 – Aos 45’, depois de uma blitze, W. José ficou livre, de cara colm o goleiro, na frente da pequena área, e perdeu, deu um peteleco nas mãos de Neto.   

Aí, por conta de um escanteio marcado, o goleiro xingou o árbitro (FDP, pela leitura labial via TV) e foi expulso. Entrou o goleiro reserva Raul, saiu o meia Villalba. Pressão inócua tricolor nos minutos finais. E o time desceu pros vestiários ouvindo vaias de parte da torcida.

  Como sempre, a despeito do maior volume de jogo na primeira etapa, o Bahia levou gol em erro de passe defensivo e foi pra merenda com o placar adverso. Não falta empenho, é um problema de competência. O time carioca foi mais objetivo, eficiente. Futebol é gol e pra fazer gol é preciso chutar; os tricolores chutaram pouco e mal. Afobados. Quem sabe, na segunda etapa, com um atleta a mais em campo…?

  Segunda etapa – Ceni, no intervalo, mexeu: Everaldo e Éverton Ribeiro em campo,  saíram Caio Alexandre e Pulga (que estava bem).  Nestor, aos 6’, arriscou, bola na rede, por fora. O time carioca todo atrás, segurando a vantagem. O Bahia tocando, assediando…

– Gol! 1 x 1 Bahia. Gol contra de Ferraresi, aos min. Foi atrasar, não combinou com o goleiro que estava desatento, a bola entrou devagarinho, no canto. Já que não conseguíamos finalizar… agradeçamos ao becão Ferraresi. Empate.

– Mais chuva. O Botafogo, com um atleta a menos, corria mais. Aos 25’ Nestor tentou, por cima.  Sanabria em campo, saiu o lateral Ze Guilherme, morto (um garoto de 20 anos, como assim?). O tempo passando, a chuva caindo e … o Bahia pouco criava. O Botafogo se defendia bem e chegava com perigo aproveitando-se dos erros de passe dos tricolores. Ainda bem que era Ronaldo no nosso gol, a torcida indócil.       

 – Aos 36’, W José deperdiçou outra chance absurda, na pequena área, atrapalhando-se com a bola. Aos 37’, Nestor bateu cruzado, já na área, bola fora, mais uma. Aos 44’, a bola passou na pequena área, pra lá e pra cá, não entrou, ninguém empurra! Aquela pressão final, e…

 – Gol! 2 x 1 Bahia, aos 47’. David Duarte, aproveitando cruzamento rasteiro da direita, de Ademir. Como um centroavante, na frente da pequena área, o zagueiro resolveu.

  Os cariocas, no desespero, foram inteiros pra cima. Ceni tirou Everaldo, que nada fez, pôs Marcos Victor, mais um zagueiro, pra garantir. Aos 52’, Sanabria deixou Everton de frente, limpo, demorou e chutou travado.  Ufa!  Voltamos a vencer. Mas… que sufoco!

*

Destaques

 A incompetência ofensiva do Bahia é algo inexplicável, inacreditável. W José, Eve, Ademir … sem condições.  De positivo, a volta de Ronaldo, o gol de Davi Duarte, a garra de Mingo, a luta de Nestor…

 Do lado oposto, Artur Cabral, sozinho, infernizou a defesa tricolor.

*

Ficha técnica

O Bahia escalado pelo treinador Rogério Ceni, alvo maior dos protestos de parte da torcida: Ronaldo, Gilberto, David Duarte, Mingo e Zé Guilherme; Caio Alexandre, Erick, Nestor; Kike, W.José e Pulga. (Everaldo, Everton, Sanábria, Ademir

– O Botafogo/RJ do técnico Franclin Carvalho: Neto (Raul), Mateo Ponte, Ferraresi, Justino e Alex Teles; Huguinho, Medina, Villalba e Montoro; Kauã Toledo e Artur Cabral. (Ponte, Martins,  Santi , Newton)

– No apito, o capixaba Davi de Oliveira Lacerda (enrolado, inseguro).

*

 Outros jogos do sábado:

 – Flamengo 3 x 0 Coritiba; Athlético PR 1 x 0 Mirassol; Grêmio 1 x  3 Corínthians.

   Às 20h30, Santos x Vitória.

   A rodada segue no domingo.

*

  Despedida da Seleção

  Neste domingo, 31 de maio, a Seleção Brasileira do treinador Carlo Ancelotti faz um amistoso/treino contra o Panamá, no Maracanã, despedindo-se da torcida brasileira, antes do embarque para os EUA, dia 1º de junho. Ainda sem Neymar, lesionado.

E também sem sua zaga titular – Marquinhos e Gabriel Magalhães, que disputaram neste sábado a final da Champions League – PSG x Arsenal, em Budapeste/Hungria.  

*

  PSG é Bicampeão da Europa

  Depois do empate (1 x 1) no tempo normal e prorrogação, o PSG/Paris Saint Germain, treinado pelo espanhol Luiz Enrique, sagrou-se Bicampeão Europeu, vencendo o Arsenal nos pênaltis (4 x 3). A derradeira cobrança foi desperdiçada pelo zagueiro brasileiro Gabriel Magalhães, da equipe inglesa, chutando por cima.  No PSG jogam os brasileiros Marquinhos e Beraldo (que fez o dele, de pênalti).

 No tempo regulamentar, o PSG foi melhor, mostrou consistência coletiva, teve mais volume de jogo, mereceu o título. O Arsenal abriu o placar logo aos 4min (Havertz marcou) e fechou-se atrás, jogando nos contragolpes. Dembelé, de pênalti, empatou na segunda etapa.

Foto: EC Bahia – Letícia Martins