Por Joaci Góes
Ao jovem amigo Rafael Azevêdo.
“A educação é o caminho mais curto entre a pobreza e a prosperidade; o atraso e o desenvolvimento; a sociedade violenta e desigual em que vivemos e o estágio civilizatório avançado que aspiramos”
O discurso, de mais de uma hora de duração, que o Presidente Lula proferiu, na recente convenção que homologou o seu nome para concorrer a um quarto mandato, é o mais patético no gênero, de que se tem memória, a ponto de criar pânico em sua assessoria midiática, já aturdida pelas denúncias que logo viriam para vincular o nome do filho, Lulinha, e o de seu irmão, Frei Chico, na inacreditável e monumental roubalheira dos aposentados do INSS. O improviso, que resultou desastroso, substituiu os temas previamente combinados com a assessoria de comunicação por uma demonstração de higidez física que alcançou momentos de uma retardatária e anciã Síndrome de Tourette, a ponto de fazer franzir de preocupação o cenho de grande parte da audiência ao redor. Nem a mídia “amiga” conseguiu disfarçar a ausência de conteúdo para, minimamente, comunicar o que seria um eventual Lula Quatro, capaz de afastar o Brasil de sua atual rota de colisão com um futuro assemelhado ao que levou à miséria a rica Venezuela. Num lance, verdadeiramente patético, que Freud explica, Lula afirmou que iria fortalecer as Forças Armadas Brasileiras para protegê-lo na possibilidade de vir a passar pelo mesmo fim constrangedor de Nicolás Maduro, para quem ele, Lula, estendeu tapete vermelho, contribuindo, assim, decisivamente, para levar à miséria um dos países mais ricos do Continente Americano.
Doravante, as pesquisas eleitorais deverão refletir a sucessão dos escândalos envolvendo familiares e colaboradores íntimos como Marcola, seu secretário particular, flagrado pela PF como recipiendário de propinas para facilitar interesses nada republicanos de Lulinha junto ao Governo Federal. Como já ocorreu com aliados do Presidente apanhados com a boca na botija, é tido como certo o afastamento do Marcola da proximidade do Presidente, destino que também é previsto para o senador maranhense pelo PDT, Weverton Rocha, apontado pela PF como chefe de uma quadrilha que rouba, sistematicamente, os velhinhos do INSS, a ponto de o Ministro do STF André Mendonça haver autorizado o aprofundamento das investigações de 22 pessoas, entre auxiliares e parentes do Senador. Para minimizar esse crescendo desfavorável, a crise diplomática com os Estados Unidos e Argentina veio a calhar, como meio para desviar a atenção do público para os diferentes inquéritos que apuram a participação de Lulinha como agente de corrupção na área federal, a tal ponto que, perguntado como as Forças Armadas Brasileiras reagiriam se as tropas americanas batessem à nossa porta, o Ministro da Defesa do Brasil, José Múcio Monteiro Filho respondeu, com os pés no chão: “Abrindo-as para o ingresso pacífico dos nossos aliados americanos”, deixando Lula, que fala para o seu eleitorado majoritariamente analfabeto, pendurado na broxa! Haja fôlego!
E muito mais está por vir, como o assoalhamento das datas dos encontros de Lula com o banqueiro Vorcaro, marcos iniciais da mais descarada e latrinária advocacia administrativa de que se tem memória nos anais da história do Brasil, envolvendo personalidades da cúpula dos Três Poderes, verdadeiros sepulcros caiados, reluzentes por fora, mas podres por dentro.
As oposições deverão, também, requerer a publicidade do cartão corporativo de Lula que, segundo se especula, gasta, mensalmente, duzentas vezes mais do que o Vice Geraldo Alckmin.
Nada mais imoral!
