O Centro Histórico de Salvador será palco de um importante debate sobre o futuro do patrimônio urbano e seus desafios contemporâneos. No próximo dia 31 de março, às 9h, acontece o evento “Diálogos do Pelô: 40 anos do Pelourinho como Patrimônio Mundial”, reunindo especialistas, acadêmicos e representantes da sociedade civil para discutir turismo sustentável e moradia em áreas históricas.
A iniciativa propõe uma reflexão sobre as quatro décadas de reconhecimento do Pelourinho como Patrimônio Mundial, título concedido pela UNESCO. O encontro busca ampliar o debate sobre a preservação cultural aliada à qualidade de vida dos moradores, um dos principais desafios enfrentados por centros históricos no Brasil e no mundo.
Entre os participantes confirmados está o professor e doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia, Nivaldo Andrade, além da militante do movimento negro Maura Cristina, reconhecida por sua atuação na articulação do Centro Histórico. Também participam o arquiteto e urbanista Tiago Fontenelle Brasileiro, atual conselheiro presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), e o professor doutor Fábio Velame, também da UFBA.
O evento será realizado no auditório do Museu Eugênio Teixeira Leal, localizado no Centro Histórico de Salvador, espaço simbólico para discussões que envolvem memória, identidade e desenvolvimento urbano.
A proposta central é discutir caminhos para um modelo de turismo que respeite a dinâmica social do território, evitando processos de gentrificação e esvaziamento populacional. Especialistas defendem que políticas públicas precisam equilibrar a valorização econômica do patrimônio com o direito à moradia e à permanência das comunidades tradicionais.
O encontro integra uma série de ações voltadas à valorização do Pelourinho e conta com apoio institucional do Governo da Bahia, além de execução ligada ao projeto Palenque, viabilizado por emenda parlamentar.
Ao promover o diálogo entre diferentes setores, o evento pretende contribuir para a construção de soluções mais inclusivas e sustentáveis, reafirmando a importância do Pelourinho não apenas como cartão-postal, mas como espaço vivo de cultura, história e resistência.

