Por Clarissa Silveira
O ESG parece ter chegado a um novo momento no ambiente corporativo brasileiro. Depois de anos ocupando posição de destaque nas estratégias e discursos empresariais, a agenda formada pelos pilares Ambiental, Social e de Governança começa a enfrentar um cenário de maior cautela nos investimentos. Mas, enquanto uma parcela das organizações pisa no freio, outras seguem na direção oposta e reforçam seus compromissos com sustentabilidade e impacto social.
É o que revela o estudo Líderes de Negócios & ESG 2026, realizado pela Data-Makers. Segundo o levantamento, a parcela de executivos que prevê reduzir investimentos em ESG nos próximos 12 meses passou de 20% para 26%. O movimento também já chegou aos projetos: 21% das empresas cancelaram iniciativas relacionadas ao tema e 35% suspenderam temporariamente ações planejadas.
A percepção de enfraquecimento é ainda mais ampla quando os executivos olham para o mercado. 61% dos líderes empresariais afirmam perceber perda de relevância da agenda ESG, enquanto a parcela daqueles que consideram que o assunto recebe atenção maior do que deveria mais que dobrou, passando de 7% para 15%.
Mais do que o fim do ESG, portanto, o mercado pode estar diante de uma mudança de maturidade. A sigla deixa gradativamente o território da tendência corporativa para ser submetida às mesmas perguntas feitas a outras estratégias: qual impacto gera? Como é mensurado? Quais resultados entrega? E de que maneira se relaciona efetivamente com o negócio?
Quando sustentabilidade deixa de ser discurso
Esse cenário ajuda a separar iniciativas pontuais de estratégias incorporadas à operação. Se, de um lado, empresas suspendem projetos diante da pressão por custos e resultados, de outro, organizações continuam estruturando políticas, estabelecendo indicadores e submetendo seus compromissos a mecanismos externos de avaliação.
É nesse segundo movimento que se encontra a Petronect, marketplace B2B responsável por conectar as demandas de contratação do Sistema Petrobras a fornecedores do Brasil e do mundo, tudo em um ambiente 100% digital.
A companhia vem estruturando sua atuação nos pilares ambiental, social e de governança e, desde abril de 2026, integra o Pacto Global da ONU, assumindo compromisso com seus princípios relacionados a direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.
Um dos principais instrumentos dessa estratégia é o Reconect, programa de responsabilidade socioambiental que reúne diferentes frentes de atuação e incentiva o envolvimento dos empregados em iniciativas voluntárias e ações de impacto social. A própria Petronect define o programa como parte de seu compromisso com boas práticas ambientais, sociais e de governança.
Em 2026, essa atuação também chegou ao cenário das principais premiações brasileiras de voluntariado. Por meio do Reconect, a Petronect está entre as finalistas do Prêmio Aplaude 2026, promovido pelo Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial (CBVE). A premiação recebeu mais de 300 projetos inscritos que, em conjunto, mobilizaram mais de 230 mil voluntários e alcançaram 14,4 milhões de pessoas.
A companhia também concorre em 2026 ao Prêmio VOL, reconhecimento nacional dedicado ao voluntariado, e ao Prêmio CMVC – Conexões que Inspiram, iniciativa da CDM Projetos Sociais de Alto Impacto voltada ao reconhecimento das melhores práticas de voluntariado corporativo no país.
A participação em premiações, no entanto, é apenas uma das formas de materializar esse compromisso. Em 2026, a Petronect publicou seu Relatório de Sustentabilidade referente ao período de 2025, elaborado com base nas normas da Global Reporting Initiative (GRI). As informações apresentadas no documento foram submetidas à asseguração externa, realizada pela SGS, adicionando uma camada independente de verificação às informações reportadas pela companhia.
Na contramão ou um passo à frente?
O momento pode representar um divisor de águas para a sustentabilidade empresarial. Empresas que incorporaram ESG apenas como resposta a uma tendência encontram hoje um ambiente menos tolerante a investimentos sem resultados claros. Já aquelas que integraram sustentabilidade, responsabilidade social e governança à estratégia encontram a oportunidade de demonstrar que o compromisso não depende da popularidade de uma sigla.
Em um mercado no qual 26% dos executivos já projetam cortes, manter investimentos pode parecer uma decisão na contramão.
Mas a questão talvez seja outra.
Se consumidores, parceiros, colaboradores e demais stakeholders passam a exigir cada vez mais evidências de impacto e transparência, continuar investindo em ESG não significa necessariamente ignorar o movimento do mercado. Pode significar compreender que sustentabilidade deixou de ser apenas uma agenda reputacional para se tornar uma discussão sobre gestão, confiança, responsabilidade e perenidade dos negócios.
Nesse novo estágio, não será suficiente dizer que uma empresa é sustentável. Será preciso demonstrar, medir, verificar e, sobretudo, sustentar esse compromisso ao longo do tempo.
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A Petronect (www.petronect.com.br) é o maior marketplaces do Brasil com soluções B2B atendendo toda a cadeia de suprimentos do segmento de Energia, Óleo e Gás, desde a requisição até o pagamento de pedidos. A empresa, que tem sede no Rio de Janeiro é uma sociedade com participação tríplice composta pela Petrobras, pela SAP e pela Accenture e sua gestão é acompanhada por um Conselho de Administração. Sua missão é prover soluções eletrônicas para seus clientes, de forma simples e econômica, com agilidade e confiabilidade, consolidando-se como canal preferencial de negócios eletrônicos ao integrar clientes e fornecedores de bens, serviços e para as indústrias de óleo e gás.
Com experiência de mais de 20 anos no mercado, registramos, em 2024, mais de 80 mil processos de compras realizados pela Petrobras, 37 mil usuários registrados Petrobras, somando 182 mil empresas cadastradas
Foto: Divulgação

