O exército da mentira e a covardia

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Por Antônio Lins

Há momentos em que a liberdade de expressão deixa de ser apenas um direito constitucional e passa a ser um ato de resistência. Estou vivendo um desses momentos.

Hackearam meu Facebook! Invadiram minhas redes sociais e, agora, estou impedido de acessar minhas próprias contas. Pior: há a preocupação de que utilizem meu nome para fabricar mentiras, falsificar artigos e espalhar notícias falsas.

Quem ganha com essa covardia? A democracia? A liberdade? O povo brasileiro? Evidentemente, não!

Tenho denunciado os desmandos políticos deste país e criticado o PT e Lula. Não escondo minhas posições, não disfarço minhas opiniões e não escrevo escondido atrás de pseudônimos. Assino meus artigos porque tenho responsabilidade pelo que digo, como ser homem e como jornalista.

Mas uma coisa é contestar minhas ideias; outra, completamente diferente, é invadir minhas contas, falsificar minha autoria e tentar transformar meu nome em instrumento de fraude.

Se existem grupos organizados praticando esses crimes para silenciar adversários políticos, é preciso identificá-los e responsabilizar seus integrantes. .

E, se houver dinheiro público financiando operações ilegais dessa natureza, estaremos diante de um escândalo que exigirá investigação rigorosa e transparência absoluta.

O dinheiro do contribuinte não pode servir para perseguir jornalistas, intimidar escritores ou fabricar falsidades contra quem pensa diferente.

A liberdade de expressão não é propriedade de partido algum. Não pertence a Lula, ao PT, à direita ou à esquerda. Pertence ao cidadão brasileiro.

Quem acredita na democracia precisa repudiar a censura, a fraude digital e a perseguição política, venha de onde vier.

Tentaram atingir minhas redes sociais. Tentaram me impedir de escrever. Mas ainda não descobriram que a consciência de um jornalista não cabe dentro de uma senha roubada.

Fui hackeado, mas continuo na luta!

Não me calarei diante da mentira. Continuarei escrevendo, denunciando e defendendo o direito de pensar livremente.

Porque, se a covardia invade a internet, a coragem precisa ocupar as páginas.

E a minha pena, enquanto houver liberdade para escrever, não será confiscada por canalhas que falam em democracia e liberdade de imprensa, mas praticam o contrário. São canalhas da pior espécie. Para eles, democracia é apenas discurso; na prática, atacam a verdade, perseguem quem pensa diferente e tentam silenciar a sociedade. Serão derrotados nas ruas, pela força da cidadania e pela voz do povo.

Minha voz continua livre, mesmo quando tentam roubar minha senha.
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Poeta, escritor, jornalista e dramaturgo

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