ELEIÇÃO FRAUDADA OU FRAUDE NA ELEIÇÃO?

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Por Antônio Lins

De tanto ver triunfar a mediocridade, já não me espanta a ousadia dos medíocres. Espanta-me, porém, a facilidade com que se pretende transformar em silêncio as dúvidas de uma nação.

A eleição de Lula, aos meus olhos, suscita interrogações que não podem ser sepultadas sob o peso das conveniências políticas.

É a matemática, senhores, que reclama explicações! Os números precisam falar, os resultados precisam ser examinados, e toda dúvida legítima merece resposta.

Não afirmo como provado aquilo que precisa ser demonstrado. Exijo, entretanto, que se demonstre aquilo que tantos brasileiros questionam.

Houve interferência indevida? Houve irregularidade? Houve alguma manobra capaz de comprometer a lisura do pleito? Eis as perguntas que não podem ser caladas!

O Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral, guardiões da ordem jurídica, devem compreender que a confiança pública não se decreta: conquista-se pela transparência.

E o presidente do Supremo não pode ignorar o clamor de uma população que exige esclarecimentos objetivos, verificáveis e matematicamente consistentes.

Que democracia é esta em que perguntar se torna inconveniente e exigir provas parece uma afronta?

Se tudo transcorreu dentro da legalidade, que se apresentem os esclarecimentos, que se dissipem as suspeitas, que se restabeleça a confiança!

Se houve irregularidade, que se apure, que se responsabilize, que se faça justiça!

De tanto ver triunfar os corruptos, de tanto assistir à impunidade vestir-se de autoridade, o cidadão corre o risco de perder a fé nas instituições.

Não permitamos que isso aconteça!

Uma eleição não pode depender da fé cega dos eleitores, mas da confiança sustentada por provas.

A democracia exige transparência, a República exige responsabilidade e a verdade não pode ser propriedade de partido algum.

Porque, quando as instituições se recusam a esclarecer as dúvidas legítimas do povo, não é apenas um resultado eleitoral que está em discussão: é a própria credibilidade da democracia que se encontra em julgamento.
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Poeta, escritor, jornalista e dramaturgo

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