Incêndio em Hong Kong: atualização mostra 55 mortos e centenas desaparecidos

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Um violento incêndio consumiu parte de um complexo de arranha-céus em Hong Kong na quarta-feira (26), causando ao menos 55 mortes e deixando mais de 300 moradores desaparecidos, de acordo com as autoridades que atualizaram os números, hoje, 27. O fogo, que teve início no andaime de bambu que envolvia o prédio para obras, alastrou-se rapidamente, alimentado por ventos fortes na região do distrito de Tai Po.

As chamas atingiram sete das oito torres do Wang Fuk Court, um conjunto habitacional que abriga mais de 4,6 mil pessoas. Horas depois do início da tragédia, o Corpo de Bombeiros ainda lutava para controlar o incêndio, que se mantinha intenso e de difícil contenção.

A operação de resgate é considerada uma das mais complexas e desafiadoras dos últimos anos. O intenso calor no interior dos edifícios impede o avanço das equipes e bloqueia o acesso aos andares superiores. Durante o combate às chamas, um bombeiro perdeu a vida e outros membros da corporação ficaram feridos.

Para enfrentar a catástrofe, mais de 700 bombeiros e 400 policiais foram mobilizados. O alerta de emergência foi elevado ao nível máximo, as ruas do entorno foram isoladas, uma das principais rodovias da região foi interditada e várias linhas de ônibus tiveram seus trajetos alterados.

As causas do incêndio ainda são investigadas, mas a principal hipótese aponta para uma faísca no andaime de bambu como origem da tragédia. O uso desse tipo de estrutura, tradicional em obras de Hong Kong, é cada vez mais questionado por especialistas devido aos riscos de segurança que apresenta.

O incidente é um dos mais graves já registrados na cidade nas últimas décadas, comovendo a população e reacendendo o debate sobre os padrões de construção e as medidas preventivas contra incêndios em grandes complexos residenciais. O presidente chinês, Xi Jinping, pediu que as autoridades locais intensifiquem ao máximo os esforços para localizar os desaparecidos.

Foto: Reprodução