Ruim de se ver. Bahia empata com o Cuiabá e continua patinando atrás

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Por Zédejesusbarreto
Num joguinho duro de ver, fraco tecnicamente, o Bahia achou um empate (mais um) com o Cuiabá (1 x 1), depois de fazer um primeiro tempo ruim, pra esquecer. O empate saiu na etapa final, um pouco mais equilibrada, e só pode ser considerado um bom resultado por conta de o resultado ter sido fora de casa. Em termos de classificação, melhor para o time de Mato Grosso do Sul, em 13º lugar com 16 pontos; o Bahia dorme em 15º, com 13 pontos, colado no Santos, mas a rodada segue e o Tricolor pode ser ultrapassado por Corínthians e Goiás, ainda (torçamos que não).

 – O Corínthians joga em Minas Gerais, contra o Atlético, o Galo; e o Goiás pega o Santos, na Vila Belmiro.

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 Arena Pantanal/MS

–  Jogo valendo pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Confronto direto, as duas equipes brigando no sufoco para se distanciar da zona da degola. Os dois times só se enfrentaram duas vezes, pelo Brasileirão de 2021. Dois empates. 1×1 na Arena Pantanal e 0x0 na Fonte Nova.

 – O ‘Dourado’/Cuiabá em campo na 13º colocação, com 15 pontos. O Esquadrão/Bahia é o 15º com 12 pontos, um à mais que o Goiás, primeiro clube dentro do Z-4 que tem 11 pontos.

 – Tempo bom, sol e muito calor (temperatura acima dos 30 graus), gramado soltando tufos, público razoável nas arquibancadas (mais de 10 mil presentes); o time da casa de camiseta amarela, detalhes e calções verdes; O Bahia com camiseta branca e as duas fitinhas do Bonfim – em vermelho e azul – horizontais no peito.

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  Com bola rolando …

  – A um minuto, primeira boa chance dos donos da casa, num contragolpe pelo miolo Yuri ficou de cara, Marcos Felipe saiu bem, evitou o gol. O Cuiabá começou marcando alto, com suas linhas avançadas, pressionando. Aos 5’, num passe errado, nova chance de gol do Cuiabá, atacante Cafu de cara, Marcos Felipe salvou.  

  – Aos 14 minutos, numa disputa de bola na linha de fundo, o árbitro carioca viu pênalti de Chavez em Cafu (empurrão?) e nem consultou o VAR.

 – Gol! 1 x 0 Cuiabá, Deyverson, aos 17’. Bateu com classe, rasteiro, deslocando o goleiro.

  O Cuiabá se impondo com intensidade, ganhando as divididas e rebotes, ocupando melhor o meio campo, dominando as ações. O Bahia parecia que ainda estava aquecendo; aos 30 minutos e nenhum chute, nenhuma boa trama ofensiva, um time apático em campo, sufocado, apeado, nervoso, com dificuldade até no domínio da bola. Seria a secura do ar?

 – Aos 38, André fez uma falta desnecessária, boba, na linha lateral direita; o tiro cruzado pelo alto quase surpreendeu Marcos Felipe, que espalmou a escanteio. Só dava Cuiabá.

   O treinador Renato Paiva, apavorado com o que via, nem deixou descer pros vedstiários, trocou jogadores e sistema de jogo.  Tirou o zagueiro Vitor Hugo e o lateral Chavez, ambos com cartões amarelos e sem mostrar nada, e colocou o atacante de velocidade Ademir e o lateral Ryan. Saiu do esquema com três zagueiros, foi para o manjado 4-3-3. Precisava sair de trás, atacar, atrás no placar.   

 Aos 40’, primeiro bom ataque do Tricolor. Finalização de Hayky, defesa de Walter. O árbitro deu 7 minutos de acréscimos. Aos 48’, bola levantada de fundo por Acevedo, da direita, Mingotti testou e Walter catou, fazendo pose pros fotógrafos. Só.   

  Uma primeira etapa ridícula, indigna do Esquadrão, dominado, lerdo em campo; só aos 40 minutos pereceu acordar um pouco. O 1 x 0 foi pouco.

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  A segunda etapa começou já com sombras tomando quase todo o relvado, aliviando o bafor. O esquadrão teria de voltar mais aceso. Outra postura.

– Gol! 1 x 1, Mingotti ou Empereur contra?  Aos 5 minutos. Ótimo cruzamento de Ryan, da esquerda, rasante, na pequena área

Aos 9, Cafu driblou Ryan e chutou rasteiro, nas mãos de M Felipe. Aos 11, Ryan fez outra boa jogada, Kayky bateu cruzado, rasteiro, passou raspando.

  E o Cuiabá voltou a controlar as ações no meio-campo. O Tricolor usando mais os contragolpes pelos lados. Aos 28 min, parada técnica, reidratação dos atletas e papo dos treinadores. Retão final…

  – Ademir, já pelo lado direito, leva a marcação mas bate mal para o gol, fora. Aos 31’, Everaldo e Acevedo entraram tramando pelo meio, a bola espirrou na zaga e subiu demais. Tempo passando, o jogo caiu de intensidade mas ficou ainda mais aberto, com muito espaço, marcação já frouxa, poucos lances de área. Chegou a hora do ‘seja o que deus quiser’, quando um vacilo custa caro.

  – Os donos da casa, com o incentivo da galera, tentando aquela pressão final alçando bolas, encurralando… O Bahia resistindo. Seis minutos a mais. Deu empate, mais uma vez no confronto direto.

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Destaques     

– Marcos Felipe fez boas defesas no primeiro tempo, mostrou insegurança sobretudo na saída de bola. Kanu e Gabriel Xavier deram conta. Ryan o melhor dos laterais; na frente Kayky foi o mais produtivo.

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Ficha técnica

– Cuiabá, do técnico Antonio Oliveira: Walter, Mateus, Marlon, Empereur e Rikelme; Ranieli, Cepepelini e Denilson; Cafu, Deyverson e Iury. (Clayson, Sobral, Emerson, Uendel)

– O Bahia do ‘mister’ Renato Paiva: Marcos Felipe, Gabriel Xavier, Kanu e Vitor Hugo (Ademir); André, Acevedo, Mugni (Rezende), Thaciano e Chavez(Ryan); Kayky (Vehron) e Mingotti (Everaldo).

– Arbitragem do carioca Vagner do Nascimento, com VAR. Um trapalhão, mas… não comprometeu, levou na manha.   

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 – O Bahia volta a campo na quarta à noite, em Porto Alegre; encara mais uma vez o Grêmio, definindo vaga nas semifinais da Copa do Brasil. O jogo da volta, decisivo. Outra parada, mais que difícil.

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 Pela Série B o Vitória vai enfrentar o Vila Nova, em Goiás, na segunda-feira à noite.

Foto: EC Bahia/Felipe Oliveira